domingo, 23 de outubro de 2011

REPORTAGEM: CAPACETE HIGH TECH PARA EXAME NEUROLÓGICO

Capacete high-tech para exames neurológicos
Inovação Tecnológica, 18-10-2011


Não precisa ser feio

Por mais entusiasmantes que sejam as pesquisas com chips neurais e equipamentos controlados pelo pensamento, a visão de uma cabeça cheia de eletrodos e uma "cabeleira" de fios não é exatamente um quadro aprazível.

Mas quem disse que os equipamentos médicos e de pesquisas neurológicas precisam ser repulsivos?

O Dr. Jan G. Korvink, da Universidade de Freiburg, na Alemanha, também acha que não.
Por isso, ele e sua equipe projetaram o capacete acima, para a realização de imageamentos por ressonância magnética e outras pesquisas neurológicas.

O design, que acaba de ser premiado em um concurso internacional, também demonstra sem margem a dúvidas que médicos conseguem ver cores, e que nem tudo em um hospital precisa ser branco.

Malha de sensores

Além de ser bonito, o capacete permite o adensamento do número de sensores em um nível sem precedentes - até 500 -, gerando imagens de maior resolução e capturando sinais cerebrais mais sutis.

Os sensores têm o arranjo similar ao do olho de um inseto - são bobinas magnéticas pentagonais ou hexagonais, dispostas em uma estrutura com controle de fase (phased array) sobre uma placa condutora.

Essa estrutura permite que os sensores fiquem muito próximos ao crânio, garantindo um bom nível dos sinais, sem grande desconforto - a propósito, um exame de ressonância magnética dura cerca de uma hora.

NOTÍCIA: LED COMO SENSOR DE DOENÇAS

LED flexível e implantável funciona como sensor de doenças
Inovação Tecnológica, 18-10-2011

Biossensor

Cientistas coreanos desenvolveram um LED biocompatível que poderá ser implantado no corpo humano.

O LED flexível funciona como um biossensor, podendo ser usado para monitorar o coração, os vasos sanguíneos ou mesmo tratar diversos tipos de doenças.

Apesar de ainda não ter sido testado em seres humanos, o professor Keon Jae Lee, do Instituto KAIST, afirma ter usado seu LED flexível para detectar células do câncer de próstata em meio de cultura.

LED flexível

O LED é feito com nitreto de gálio (GaN), sendo essencialmente do mesmo tipo dos LEDs usados em TVs e telas de computador. Até agora, vinha sendo complicado tornar esses LEDs flexíveis porque o GaN é um material muito quebradiço.

A solução começou a surgir quando o professor Lee se envolveu em uma pesquisa para o desenvolvimento de nanogeradores, que exigem circuitos flexíveis para se adaptarem ao corpo humano e capturar as vibrações do andar ou do falar, por exemplo. Nanogeradores agora são biocompatíveis e totalmente flexíveis

Usos biomédicos

O pesquisador usou um processo similar ao usado no nanogerador para transferir filmes finos de nitreto de gálio para substratos plásticos flexíveis. A seguir, o material, já um LED pronto, capaz de emitir luz, foi recoberto com um material biocompatível.

Os testes de implante e funcionamento do LED no interior de tecidos biológicos foram simulados em meio aquoso em laboratório, comprovando que o novo biossensor pode se tornar um aliado importante na medicina, seja como sensor, para diagnosticar doenças, seja como gerador de luz, por exemplo, para liberar medicamentos em locais e horários pré-determinados.

Os cientistas citam, entre os possíveis usos dos LEDs implantáveis, a detecção de hemoglobina, gordura corporal, PSA (antígeno prostático específico) e colesterol, além de servir em terapias como esterilização, homeostase da pele e iluminação cirúrgica.

REPORTAGEM: UFMG REDUZ CASOS DE DENGUE EM MG

Tecnologia da UFMG reduz casos de dengue em Minas GeraisCasos da doença nos 20 municípios que usam o sistema criado pela instituição caíram pela metade em relação às outras cidades
Ultimo Segundo, 11-10-2011

Um sistema de monitoramento e controle da dengue criado por pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) está mostrando eficácia no combate à doença. Os 20 municípios que utilizam a tecnologia desde 2009 registraram a metade dos casos de dengue ocorridos nas cidades mineiras que não possuem o mesmo tipo de controle.

O criador do sistema, Álvaro Eiras, conta que o cálculo foi feito com base em comparações entre o número de casos de dengue registrados em 2009 e em 2010. Apenas 5,5% dos municípios que não controlam a doença pelo método da UFMG conseguiram reduzir os casos nesse período. Em 2010, 250 mil pessoas foram infectadas no Estado. No Brasil, foram quase 500 mil casos.

Batizada de MI-Dengue, a tecnologia idealizada por Eiras há quase dez anos ganhou forma e popularidade aos poucos. Chefe do Laboratório de Ecologia Química de Insetos Vetores do Departamento de Parasitologia da UFMG, Eiras quis romper com a lógica de prevenção mais comum no País, que se baseia na pesquisa das larvas do mosquito Aedes aegypti.
O professor decidiu inovar e criar um método que identifica as áreas em que há mais mosquitos adultos circulando. Para isso, ele criou um líquido que “atrai” as fêmeas do inseto para uma armadilha – estruturas de plástico que imitam um criadouro. Os municípios espalham essas armadilhas a cada quatro quarteirões e todas são visitadas semanalmente por agentes.

Munidos de celulares com conexão direta ao sistema informatizado de monitoramento da doença, os agentes informam quantos mosquitos foram pegos nas armadilhas, em qual região, bairro, rua. Os dados são analisados por biólogos e transformados em mapas e planilhas para monitoramento dos gestores, que podem priorizar ações em áreas mais infestadas.

Depois disso, os mosquitos são enviados para laboratórios, onde outros especialistas analisam quais mosquitos estão infectados pelo vírus da dengue. Com amostras do material genético dos insetos, ainda identificam o tipo de vírus que eles carregam. Novamente, as informações são enviadas para o sistema de monitoramento e controle.

Popularidade

O professor da UFMG calcula que, se as cidades que utilizam o MI-Dengue não estivessem controlando a infestação do mosquito com tanta precisão, o número de casos da doença em Minas Gerais aumentaria em 86%. Nesses municípios não houve aumento no número de óbitos em relação a 2009 e, em 2011, nenhuma morte foi registrada por causa da dengue.

Ele afirma que o custo com a tecnologia é de R$ 1,30 por habitante a cada ano, o que compensaria o dinheiro gasto com hospitalizações, medicamentos, afastamento das pessoas do trabalho. “A lógica muda. Não controlamos a doença pelas pessoas infectadas e sim pelo mosquito, que deixa de transmitir a dengue. É uma tecnologia preventiva”, analisa o professor.

Todos os produtos criados pela UFMG foram patenteados e as pesquisas, financiadas pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (Fapemig), CNPq e Sebrae. A Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, a Unesco, a Organização Pan Americana de Saúde (Opas), a Anvisa e a Fapesp apoiaram o estudo.

Hoje, o sistema é comercializado pela empresa de biotecnologia Ecovec, que nasceu na instituição e financia projetos de pesquisa na universidade. Mais de 50 cidades brasileiras já utilizaram a tecnologia – entre os municípios mineiros estão Governador Valadares e Montes Claros. A Austrália também usa o sistema e, em Cingapura, há testes sendo realizados.

“Agora, estamos desenvolvendo uma metodologia para eliminar os mosquitos no bairro onde forem encontrados”, conta Eiras.

NOTÍCIA: ANVISA SUSPENDE FÁRMACO PARINEX

Anvisa suspende a venda e o uso do medicamento Parinex
Produto é composto de heparina sódica, um anticoagulante indicado no tratamento de trombose, embolia e infarto do miocárdio, entre outros problemas de saúde
O Estado de São Paulo, 13-10-2011

BRASÍLIA - Resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicada nesta quinta, 13, no Diário Oficial da União suspende a distribuição, o comércio e o uso, em todo o país, de todos os lotes do produto Parinex (heparina sódica), fabricado pela empresa Hipolabor Farmacêutica Ltda.

O produto é um anticoagulante indicado no tratamento de trombose, ameaça de trombose, embolia, prevenção das tromboses pós-operatórias, infarto do miocárdio, heparinização do sangue em caso de necessidade de circulação extracorpórea e de rim artificial.

A Anvisa determinou, ainda, que a empresa promova o recolhimento de todos os lotes do produto. A resolução entra em vigor a partir desta quinta.

NOTÍCIA: CUBA E BRASIL - ACORDOS NO SETOR DA SAÚDE

Cuba e Brasil desenvolvem pesquisa conjunta contra o câncer
Jornal do Brasil, 13-10-2011

Os governos de Cuba e do Brasil começarão a desenvolver pesquisas conjuntas sobre medicações contra o câncer, divulgou nesta quarta-feira o Centro de Imunologia Molecular (CIM) da industria biotecnológica cubana, em Havana. As informações são da agência  Ansa.

A gerente de comercialização da CIMAB, empresa encarregada da distribuição dos produtos da CIM, Norkis Arteaga, afirmou que se tratam de "cinco pesquisas" a respeito do uso de um anticorpo específico em casos da enfermidade detectados "no colo do útero, no esôfago, no sistema nervoso, na cabeça e no pescoço".

Uma espécie diferente também será testada em "tumores de pulmão", afirmou a gerente à agência cubana de notícias  Prensa Latina . Ela também disse acreditar que uma série de convênios firmados com o Brasil recentemente consolidarão a cooperação bilateral nas áreas de saúde.

"É da vontade do governo brasileiro assimilar a tecnologia cubana para produzir estes compostos", segundo a agência. De acordo com Norkis, o centro estatal está expandido seus mercados na América Latina, na Ásia e na África.

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